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Com a Série B na reta final, cada jogo é uma decisão para os dois extremos da tabela. Nesta terça, Operário-PR e Vasco medem forças, às 19h, no Germano Krüger, pela 33ª rodada da competição. O Cruz-Maltino segue na luta para voltar à elite do futebol nacional e se distanciar dos adversários. O Fantasma, por sua vez, tenta deixar o Z4 e permanecer na segundona.
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Com isso, o Lance! conversou com três jornalistas que fazem a cobertura diária da equipe paranaense, que não vence há quatro jogos. O intuito é compreender de que maneira o alvinegro chega para o duelo desta terça. Cândido Neto e Leandro Andrade, ambos da Rádio Clube, de Ponta Grossa, e Paulo Ribeiro, da Rádio Lagoa Dourada, falaram sobre o Fantasma.
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De acordo com a visão dos jornalistas, o setor mais forte da equipe comandada por Matheus Costa é o meio de campo. Desse modo, os destaques são Ricardinho e Fernando Neto, que dão mais segurança e consistência à marcação. Outro nome de destaque é o goleiro Vanderlei, que não estará em campo por questões contratuais.
– Digamos que o setor mais forte do Operário seja o meio campo. Não é um time ruim tecnicamente, mas tem sido castigado direto pela questão da falta de intensidade; Porém, o meio é um bom setor, contando principalmente com Ricardinho e Fernando Neto – disse Leandro Andrade, setorista do clube paranaense.
Por outro lado, o setor ofensivo tem deixado a desejar, sobretudo nas finalizações. O time tem até criado com mais frequência, mas falta um centroavante nato para colocar a bola nas redes. Ao serem questionados sobre o trabalho de Matheus Costa, ambos ressaltaram que o comandante ainda está devendo, apesar do empenho.
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– O setor mais vulnerável é o ataque, que faz poucos gols. Nossos homens de área não têm amizade com as redes. Apesar da defesa ter melhorado com a chegada de Dirceu, ainda precisa de alguns ajustes. Mas, principalmente, o nosso ataque, que é falho. O que tem que melhorar, e muita, são os homens de frente. É fazer gol, finalizar. O Operário chuta pouco a gol – explicou Cândido Neto.
– Mais do mesmo, diria. O Matheus foi contratado e para todos foi uma surpresa seu retorno (já que comandou o time ano passado e não entregou o que esperávamos), desde que chegou ele ainda não emplacou, ele é um técnico comum e o Operário precisava de alguém fera para salvar a equipe. O time com ele até melhorou mas ainda é muito pouco pra se salvar, o Matheus tem um trabalho mediano pra ruim até aqui – completou Leandro Andrade.
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Por fim, a tendência é que a equipe paranaense observe primeiro o comportamento do Vasco para entender a maneira de agir. Com quatro pontos para o primeiro fora do Z4 (Novorizontino), o time precisa se arriscar e fazer valer o “fator casa”. Contudo, o Fantasma tem mais facilidade quando aposta nos contra-ataques e explora os espaços em transição rápida.
– Por incrível que pareça, o Operário joga mais para a frente fora de casa. A defesa é lenta em casa, e sobre os alas, somente o Arnaldo pela direita apoia com frequência – analisou Paulo Ribeiro:
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– Pelo tamanho e peso e pelo que o Vasco almeja na competição, acho que o Operário deve esperar o jogo. Esperar uma bola, o momento oportuno para sentir o que o adversário quer. Estudar melhor a proposta de jogo dos cariocas e depois tentar propor o jogo. Hoje terá casa cheia, o torcedor vai marcar presença. E acho também que o Operário sabe sair nos contra-ataques, apesar de finalizar pouco – finalizou Cândido Neto.